Pele na menopausa: entenda e trate o envelhecimento

Você se olha no espelho e percebe que a pele mudou e não foi devagar. Ela está mais seca, com rugas que apareceram mais rápido do que esperava, uma flacidez que antes não existia.
Isso não é impressão. O envelhecimento da pele na menopausa ocorre de forma mensurável e com mecanismo biológico claro. A boa notícia é que existem abordagens eficazes por dentro (hormônios) e por fora (procedimentos estéticos) que podem reverter parte dessas mudanças ou desacelerar o processo.
Neste artigo, a Dra. Astrid Boller, Ginecologista especialista em saúde hormonal e medicina estética em Belo Horizonte, explica por que a pele envelhece mais rápido nessa fase e como tratá-la. Essa compreensão ajuda a interpretar as mudanças que ocorrem na pele nessa fase.
O papel do estrogênio na saúde da pele
O estrogênio não atua apenas no sistema reprodutivo: ele também influencia diretamente a saúde da pele por meio de receptores cutâneos. Esse hormônio participa de processos importantes, como:
- Produção de colágeno: principal proteína estrutural da pele.
- Produção de elastina: responsável pela firmeza.
- Síntese de ácido hialurônico: promove a hidratação cutânea.
- Produção de sebo: oleosidade protetora.
- Vascularização da derme e manutenção da sustentação cutânea.
Quando os níveis hormonais diminuem durante o climatério, todos esses mecanismos desaceleram simultaneamente. Como consequência, a pele na menopausa perde firmeza, hidratação, elasticidade e capacidade de regeneração de forma mais acelerada.
Segundo estudos do departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade de Malta, a redução dos níveis de estrogênio está associada à diminuição da síntese de colágeno dérmico, com impacto direto na estrutura e na qualidade da pele durante o climatério e a menopausa.
Essas alterações ajudam a explicar parte das mudanças observadas na pele, especialmente quando há perda progressiva de firmeza, viço e hidratação. Por isso, compreender as condições da pele na menopausa é um passo decisivo para buscar uma avaliação individualizada com um Ginecologista de confiança.
O que muda na pele durante a menopausa?
As alterações hormonais da menopausa afetam diretamente a estrutura cutânea, acelerando a perda de sustentação, elasticidade e capacidade de regeneração. Entre elas, a redução do colágeno é um dos principais fatores do envelhecimento visível nessa fase. Conheça esta e outras mudanças.
Perda de colágeno
Segundo a Harvard Health, há evidências de que, nos primeiros cinco anos após a menopausa, ocorre redução média de aproximadamente 30% do colágeno dérmico. Após esse período, observa-se continuidade da perda de colágeno hormonal em torno de 2% ao ano.
Durante a menopausa, o resultado aparece de forma visível: rugas mais profundas, pele mais fina e cicatrização mais lenta. O colágeno perdido nesse período não é recuperado espontaneamente.
Por isso, são necessários estímulos ativos, seja por meio da Terapia de Reposição Hormonal (TRH), seja com procedimentos estéticos voltados à bioestimulação de colágeno. Esse padrão contribui para a perda progressiva de sustentação e para as mudanças visíveis na textura e firmeza da pele ao longo dessa fase.
Ressecamento e perda de elasticidade
De acordo com a Cleveland Clinic, o ressecamento cutâneo no climatério está relacionado às alterações hormonais características dessa fase, especialmente à redução do estrogênio e seus efeitos sobre a barreira cutânea.
Além disso, a redução do estrogênio diminui a produção de ácido hialurônico, sebo, colágeno e elastina, comprometendo a hidratação e a elasticidade da pele.
A pele na menopausa pode apresentar sensação de repuxamento, descamação, perda de viço e textura mais áspera. A perda de elasticidade também favorece o surgimento de linhas finas e sinais mais visíveis de envelhecimento.
Flacidez e redefinição do contorno facial
Durante a menopausa, a gordura facial se redistribui: há perda de volume nas maçãs do rosto e têmporas, enquanto a região da mandíbula inferior tende a acumular tecido e perder definição.
Há também a redução da densidade óssea facial, diminuindo a sustentação da face. Como consequência, a flacidez da pele na menopausa se torna mais evidente e os traços faciais podem parecer menos harmoniosos ao longo do tempo.
Manchas e desuniformidade do tom
O estrogênio também participa da regulação da melanina. Com a redução hormonal, os melanócitos se tornam mais instáveis, favorecendo a hiperpigmentação irregular, especialmente em áreas já expostas ao sol ao longo da vida.
Por isso, muitas mulheres percebem manchas na pele na menopausa que parecem surgir subitamente após essa fase. Nesse contexto, o fotoenvelhecimento acumulado potencializa ainda mais essas alterações.
Poros dilatados e alteração de textura
A renovação celular se torna mais lenta durante o climatério, tornando o retinol na pós-menopausa um ativo importante para estimular a renovação da pele. Somada à redução do colágeno e da oleosidade natural, essa desaceleração faz com que os poros pareçam maiores e a textura da pele mais áspera.
Além da perda de viço, a pele na menopausa também pode apresentar alterações que interferem na absorção dos ativos tópicos e na resposta aos procedimentos estéticos. Por isso, a avaliação individual é essencial para definir abordagens mais adequadas para cada tipo de alteração cutânea.

Abordagem interna: o que a TRH faz na pele?
A Terapia de Reposição Hormonal (TRH) pode melhorar alterações da pele na menopausa, com impacto na hidratação, elasticidade e produção de colágeno. O efeito vai além do aspecto estético, pois atua nos mecanismos hormonais ligados ao envelhecimento cutâneo e à perda de colágeno hormonal.
Mulheres em TRH adequada tendem a apresentar melhor qualidade da pele e menos rugas superficiais em comparação àquelas que não realizam tratamento hormonal. A progesterona micronizada também pode complementar a resposta cutânea ao tratamento.
Embora a TRH não substitua os procedimentos estéticos, ela pode potencializar e prolongar seus resultados, com efeitos iniciais entre 3 e 6 meses e melhora gradual ao longo do primeiro ano. A avaliação hormonal pode auxiliar na compreensão das alterações cutâneas e na definição de abordagens mais adequadas para cada caso.
Abordagem externa: procedimentos estéticos que funcionam na menopausa
As intervenções estéticas na menopausa têm como objetivo tratar as alterações estruturais da pele decorrentes da queda hormonal, como perda de colágeno, elasticidade e volume. Entre os principais tratamentos utilizados nessa fase, destacam-se
Bioestimuladores de colágeno (Sculptra, Radiesse, Ellansé)
Os bioestimuladores de colágeno estimulam a produção de colágeno endógeno, ajudando a restaurar a firmeza e a sustentação da pele. O resultado é progressivo (2 a 3 meses) e dura de 2 a 3 anos. É uma das principais opções de tratamento da flacidez facial na menopausa.
Não há idade mínima para sua aplicação: a indicação é clínica, baseada nos sinais de perda de volume e firmeza, e não em critérios cronológicos. A avaliação com a Dra. Astrid Boller define o momento ideal para cada paciente.
Preenchimento com ácido hialurônico
Restaura volume nas áreas de perda (maçãs, têmporas, lábios) com resultado imediato. Complementa o bioestimulador e tem duração média de 12 a 18 meses. O ácido hialurônico injetável atua na reposição estrutural, enquanto os bioestimuladores trabalham na qualidade da pele.
Toxina botulínica (botox)
Suaviza rugas de expressão com eficácia comprovada. Na menopausa, a pele mais fina exige dose ajustada e técnica específica, o que reforça a importância de um profissional com experiência em saúde hormonal.
Laser e radiofrequência
Estimulam a remodelação dérmica, melhoram textura, manchas faciais e lassidão. Os resultados são mais graduais, obtidos em série de sessões. Indicados especialmente para quem apresenta fotoenvelhecimento acentuado.
Skinbooster e hidratação profunda
O ácido hialurônico injetável de baixa viscosidade aplicado intradérmico hidrata a derme diretamente, melhorando textura e brilho. É ideal para a pele muito durante o climatério e um excelente complemento ao skincare na menopausa.
Essas abordagens costumam ser avaliadas de forma individualizada conforme o perfil hormonal e cutâneo de cada paciente. A avaliação hormonal pode ajudar a compreender o perfil cutâneo e orientar a escolha das melhores estratégias de tratamento estético na menopausa.
Como a reposição hormonal influencia o resultado estético
Quando a base hormonal está equilibrada com a TRH, a pele na menopausa tende a responder melhor aos procedimentos estéticos, devido à influência do estrogênio na produção de colágeno, hidratação e elasticidade cutânea.
Uma pele em déficit hormonal pode apresentar menor capacidade de resposta aos bioestimuladores de colágeno e outros tratamentos faciais. Por isso, associar saúde hormonal e medicina estética costuma proporcionar resultados mais duradouros e naturais no tratamento da flacidez facial e do envelhecimento cutâneo.
Em muitos casos, procedimentos estéticos e TRH podem ser realizados simultaneamente, desde que exista avaliação individualizada. O acompanhamento hormonal pode auxiliar na definição de estratégias mais adequadas para a resposta da pele aos tratamentos estéticos.
O que fazer na rotina de skincare na menopausa?
Os cuidados diários com a pele podem ajudar a melhorar hidratação, textura e viço nessa fase. Alguns cuidados importantes nessa fase são:
- Protetor solar diário (FPS 30+): ajuda a prevenir manchas faciais e sinais de fotoenvelhecimento.
- Ácido hialurônico tópico: auxilia na hidratação superficial da pele.
- Retinol na pós-menopausa: estimula a renovação celular e a produção de colágeno, mas deve ser introduzido gradualmente.
- Vitamina C: possui ação antioxidante e ajuda a uniformizar o tom da pele.
- Evitar excesso de ácidos sem orientação: o uso inadequado pode comprometer a barreira cutânea e intensificar o ressecamento da pele.
Mesmo com uma boa rotina de cuidados, a skincare não substitui tratamentos médicos quando existem alterações hormonais importantes. Esses cuidados fazem parte da manutenção da pele, mas a avaliação individualizada ajuda a definir abordagens mais adequadas para cada caso.
Agende uma avaliação com a Dra. Astrid Boller
A Dra. Astrid Boller (CRM-MG 23189 | RQE 10716) é médica Ginecologista, formada pela UFMG e com especialização realizada no Hospital das Clínicas. Também possui Mestrado, cursos de aperfeiçoamento no exterior e pós-graduação em dermatologia estética, integrando saúde hormonal e rejuvenescimento facial em sua atuação clínica.
VÍDEO: Conheça a Dra. Astrid Boller
Com atendimento presencial em Belo Horizonte, MG, a consulta integra saúde hormonal quanto às alterações estéticas da pele na menopausa. O acompanhamento considera as necessidades individuais de cada paciente, permitindo uma abordagem mais personalizada e completa.
A avaliação individualizada ajuda a compreender como as alterações hormonais influenciam a pele e quais abordagens podem ser mais adequadas para cada paciente.
As informações fornecidas neste texto são apenas para fins informativos e educacionais e não substituem a consulta médica. Sempre procure orientação médica para diagnóstico e tratamento adequados.
🏥 Endereço da Dra. Astrid Boller: Rua Gonçalves Dias, 82/1100 – Funcionários, Belo Horizonte, CEP 30140-090.
🕗 Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 17h.
📞 Telefone para ligação: (31) 3273-8991
📲 Telefone para WhatsApp: (31) 98875-1331
Para mais informações, siga a Dra. Astrid Boller nas redes sociais:
- Instagram: @astridboller
Conteúdo atualizado em 2026.
Astrid Boller I Ginecologia I CRM-MG 23189 I RQE 10716
FAQ – Dúvidas frequentes sobre Pele na menopausa: entenda e trate o envelhecimento
1. Reposição hormonal realmente melhora a pele?
Sim. A TRH pode melhorar hidratação, elasticidade e perda de colágeno hormonal na pele na menopausa.
2. Botox funciona diferente para mulheres na menopausa?
Sim. A pele na menopausa tende a ser mais fina, exigindo técnica individualizada no tratamento com toxina botulínica.
3. A partir de que idade fazer bioestimuladores de colágeno?
O tratamento da flacidez facial depende dos sinais clínicos, não apenas da idade da paciente.
4. Pele seca da menopausa tem cura?
O ressecamento cutâneo no climatério pode melhorar com TRH, skincare na menopausa e procedimentos estéticos.
5. Quanto tempo leva para TRH melhorar a pele?
Os efeitos da TRH na pele na menopausa costumam surgir entre 3 e 6 meses de tratamento contínuo.
6. Posso fazer procedimentos estéticos e TRH ao mesmo tempo?
Sim. Associar TRH e estética pode potencializar resultados no tratamento da flacidez facial e rugas.
7. O que priorizar: hormônios ou procedimentos estéticos?
Depende da avaliação clínica. Em muitos casos, tratar a causa hormonal melhora a resposta estética.
8. Por que a pele fica mais fina na menopausa?
A queda do estrogênio reduz colágeno, elastina e hidratação, acelerando a perda de colágeno hormonal.
9. Como cuidar da pele na menopausa em casa?
A skincare na menopausa deve incluir protetor solar, vitamina C, hidratação e retinol na pós-menopausa.
10. Retinol funciona para a pele na menopausa?
Sim. O retinol na pós-menopausa ajuda na renovação celular e melhora textura e linhas finas.